Sob o ponto de vista do doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, entender a importância de quebrar tabus sobre a saúde masculina e saber por que a atenção aos detalhes pode salvar vidas é essencial. Embora seja raro, representando cerca de 1% do total de casos da doença, o câncer de mama em homens existe e, frequentemente, é diagnosticado em estágios avançados devido à falta de informação e ao preconceito. Neste artigo, abordaremos os sinais de alerta, os fatores de risco e a importância de buscar auxílio médico ao notar qualquer alteração na região peitoral.
Quais são os principais sinais de alerta na mama masculina?
Diferente das mulheres, os homens possuem muito pouco tecido glandular, o que torna qualquer alteração estrutural mais fácil de ser percebida ao toque, desde que haja atenção. Segundo Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o sinal mais comum é o surgimento de um nódulo endurecido e indolor logo abaixo da aréola. Qualquer protuberância que não apresente melhora em poucos dias deve ser motivo de investigação imediata, independentemente da idade do paciente.

Além do nódulo, outros sinais clínicos são fundamentais para o diagnóstico. Retrações do mamilo, descamação da pele da aréola ou a saída de secreção (especialmente se for sanguinolenta) pelo mamilo são indicadores que exigem uma avaliação por imagem. Como a mama masculina é pequena, o tumor pode atingir a pele ou o músculo peitoral mais rapidamente do que na mulher, o que torna a percepção precoce desses sinais uma questão crítica para o sucesso do tratamento.
Quais homens apresentam maior risco para desenvolver a doença?
Embora qualquer homem possa desenvolver a patologia, alguns fatores genéticos e ambientais elevam consideravelmente as chances. A hereditariedade desempenha um papel fundamental, especialmente em famílias com mutações nos genes BRCA1 e, principalmente, BRCA2. Como aponta o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, homens com histórico familiar forte de câncer de mama (tanto em parentes mulheres quanto homens) ou câncer de ovário devem ter um acompanhamento clínico mais rigoroso.
Outros fatores incluem condições que elevam os níveis de estrogênio ou reduzem a testosterona no organismo. O uso de hormônios, obesidade severa, doenças hepáticas crônicas (como cirrose) e a síndrome de Klinefelter são condições que alteram o equilíbrio hormonal e podem predispor ao câncer. Além disso, a exposição prévia à radioterapia no tórax, comum em tratamentos passados para linfomas, é um fator de risco que não pode ser negligenciado durante a anamnese médica.
Por que o preconceito é o maior obstáculo ao diagnóstico?
A maior barreira para a cura do câncer de mama masculino não é a agressividade do tumor, mas o atraso na procura por ajuda médica. Muitos homens sentem vergonha de relatar alterações na mama ou acreditam que essa é uma “doença de mulher”. Como enfatiza Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, esse tabu cultural faz com que o homem ignore o nódulo até que ele apresente dor ou feridas, fase em que as chances de cura são significativamente menores do que nos estágios iniciais.
Quando procurar um médico e qual o próximo passo?
Ao notar qualquer caroço, alteração de cor ou secreção no mamilo, o homem deve procurar um urologista, mastologista ou clínico geral. Após o exame clínico, o médico solicitará exames de imagem para diferenciar a ginecomastia (crescimento benigno da glândula) de um possível tumor. A agilidade nesse processo é fundamental. O câncer de mama masculino tem cura, e os resultados são excelentes quando a detecção ocorre de forma precoce, permitindo cirurgias menos extensas e tratamentos menos invasivos.
A atenção à saúde da mama masculina é um ato de inteligência e autocuidado. Romper o silêncio sobre esse tema é essencial para salvar pais, irmãos e filhos. Como destaca Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a biologia não distingue gênero quando se trata de patologias celulares, e a medicina diagnóstica está preparada para oferecer o suporte necessário a todos. Ao observar os sinais e agir com rapidez, o homem garante que sua saúde seja preservada, transformando a informação em sua melhor defesa contra o câncer.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
