Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca que a intensificação de eventos climáticos extremos colocou a engenharia no centro do debate sobre o futuro das cidades. Chuvas intensas, ondas de calor, alagamentos e instabilidades do solo exigem respostas técnicas capazes de proteger vidas, preservar infraestrutura e garantir a continuidade dos serviços urbanos. Nesse contexto, a resiliência urbana deixou de ser conceito acadêmico e passou a ser necessidade prática.
Planejamento urbano orientado por risco climático
A primeira contribuição da engenharia para a resiliência urbana está no planejamento. De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, projetos que consideram dados climáticos, históricos de enchentes, mapas de risco e características geotécnicas do solo reduzem significativamente a vulnerabilidade das cidades. A ocupação adequada do território, aliada a obras de drenagem eficientes e sistemas de contenção, evita que eventos extremos se transformem em tragédias recorrentes.
A engenharia moderna trabalha com cenários, não apenas com médias históricas. Isso permite dimensionar estruturas capazes de suportar volumes de chuva maiores, variações térmicas intensas e pressões adicionais sobre redes urbanas.
Infraestrutura adaptada a eventos extremos
A resiliência urbana depende diretamente da capacidade da infraestrutura de resistir e se recuperar rapidamente. De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, sistemas de drenagem, pontes, viadutos, vias urbanas e redes de saneamento precisam ser projetados para operar sob estresse climático. Materiais mais duráveis, técnicas construtivas adequadas e manutenção preventiva aumentam a vida útil dessas estruturas.

Além disso, soluções como reservatórios de retenção, pavimentos permeáveis, canais de escoamento e reforço de encostas ajudam a reduzir impactos imediatos de chuvas intensas e deslizamentos. A engenharia atua, assim, como barreira técnica contra perdas humanas e econômicas.
Tecnologia e monitoramento como aliados da prevenção
A incorporação de tecnologia ampliou a capacidade de resposta das cidades. Sensores, sistemas de monitoramento remoto, modelagem digital e análise de dados permitem acompanhar o comportamento de estruturas em tempo real. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim ressalta que essas ferramentas ajudam a identificar sinais de sobrecarga, desgaste ou falha antes que ocorram colapsos.
Com dados precisos, gestores públicos e equipes técnicas podem agir preventivamente, direcionando recursos para áreas críticas e evitando intervenções emergenciais mais custosas e arriscadas.
Engenharia e sustentabilidade como estratégia urbana
Resiliência também está ligada à sustentabilidade. Projetos que integram soluções verdes, eficiência energética e uso racional de recursos reduzem a pressão sobre sistemas urbanos. Conforme observa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, cidades que investem em infraestrutura sustentável tendem a se adaptar melhor às mudanças climáticas, pois dependem menos de soluções emergenciais e mais de planejamento estruturado.
Ao unir técnica, inovação e visão de longo prazo, a engenharia se consolida como peça-chave na construção de cidades mais seguras, adaptáveis e preparadas para enfrentar crises climáticas. Em um cenário de incertezas ambientais, a capacidade de projetar, executar e manter infraestrutura resiliente será determinante para o futuro urbano do Brasil.
Autor: Michael Vance
